terça-feira, 15 de setembro de 2009

Designer X Máquina


Olá meus queridos.

Hoje vamos ter uma papo mais conceitual sobre a tecnologia e sua relação com o designer.

Com a popularização do computador e o fácil acesso às ferramentas de desenvolvimento e editoração gráfica, é cada vez mais comum observar que em função dos efeitos que tais ferramentas proporcionam e a facilidade de seu manuseio, que as pessoas pelo simples fato de dominar esses programas, acreditam que o papel do profissional por trás da execução dos projetos seja dispensável, como se o computador fizesse tudo sozinho e o designer fosse descartável.

Esse fato ocasiona a desvalorização do profissional da área que perde mercado, ganha novos concorrentes, ou é considerado coadjuvante em seus projetos. Tudo isso pelo fácil acesso as ferramentas que são relativamente limitadas, ineficazes sem um designer por trás dela, mas se tornaram indispensáveis na vida de todos, como os softwares e computadores.

Os programas, devido à informatização dos sistemas, ampliam a visão do designer, e não só ampliam como modificam as diretrizes de seu raciocínio. Mas o principal fator, totalmente insubstituível pela tecnologia, pelo menos por enquanto, é a mente humana, no caso de um designer, que tem a seu lado não só a criatividade, experiência e conhecimento dos meios, mas também a metodologia e a teoria, isto é, todo o embasamento que uma ferramenta não proporciona sozinha para desenvolver um projeto.

Um programa não cria sozinho, mas um designer cria sem um programa, por mais modismos que existam em volta de seus efeitos. As novas tecnologias são desenvolvidas primeiro para fazer melhor aquilo que as antigas faziam, isto é, para substituir, melhorar, aprimorar. Em um plano paraleto, as novas tecnologias também são desenvolvidas para fazer coisas que as antigas não fazia, isto é, ir além, inovar, esse conceito chave que todos estão resnacendo hoje, mas que sempre esteve no nosso cotidiano. No entanto para que a recíprova seja verdadeira, necessita-se de um profissional, aquele que não projetará em função da ferramenta, aquele que foi preparado para usar a ferramenta em função do projeto, sem depender apenas de efeitos estáticos já existentes nas interfaces dos programas, mas sim com a criatividade que resultará nas infinitas soluções que um projeto pode ter e que o bom uso dos recursos podem gerar.

Pode ser que a metodologia e a criatividade estejam sendo esquecidas ou desvalorizadas cada vez mais nos dias de hoje, mas um bom projeto, fundamentado em uma base sólida de conceitos, com uma boa solução, sempre se destacará e será valorizado e isso, é inegável.

Um abraço

1 comentários:

Anônimo disse...

boa...